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Jan 12, 2018

Cibersegurança e mineração de criptomoedas publicado na Sapo TeK

Cibersegurança e mineração de criptomoedas publicado na Sapo TeK

Tchizé Matias, DevOps Engineer & Security Researcher da Bee Engineering, é o autor do artigo "Cibersegurança e Mineração de Criptomoedas". Publicado primeiramente na SAPO TeK, pode ser lido aqui ou de em seguida.  

Nos últimos meses, verificou-se um crescimento exponencial de perigos malware associados especificamente à mineração de criptomoedas. Com o valor da Bitcoin e de outras moedas virtuais a subir, nascem ameaças engenhosas e criativas que prometem tirar partido indevido de quem usa regularmente a Internet. A atenção de todos nós tem de ser redobrada. Por exemplo, devemos ter cada vez mais cuidado ao abrir arquivos que nos cheguem via Facebook Messenger.

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Um relatório recente da Trend Micro, empresa de cibersegurança, alerta para a existência de um novo bot de mineração de criptomoedas que se está a disseminar pelo Facebook Messenger. Tem por alvo os utilizadores de computadores pessoais que usem o navegador Google Chrome e não infeta dispositivos móveis. Este malware é conhecido como Digimine e visa utilizar PCs infetados para desenvolver moedas virtuais (minerar).sem o conhecimento do seu proprietário. Se receber um arquivo de vídeo compactado em zip enviado por algum amigo no Facebook Messenger é recomendável que o ignore e evite clicar no mesmo.

O Digimine é um bot de mineração disfarçado como um arquivo de vídeo. Chega ao utilizador com a designação video_xx.zip e, na verdade, contém um código executável. Além da criação de um processamento indevido de criptomoedas, o bot Digmine também instala um mecanismo de inicialização automática e lança o navegador Google Chrome com uma extensão maliciosa que permite que os invasores acedam ao seu perfil de Facebook. O malware usa este acesso para se difundir pela lista de amigos da rede social.

Esta ameaça foi detetada inicialmente na Coreia do Sul e afetou outros países como o Vietnam, Azerbaijão, Ucrânia, Filipinas, Tailândia e Venezuela. Pelo facto do Facebook Messenger ser uma aplicação usada globalmente, a possibilidade/risco de infeção global deste bot é um risco real.

Especialistas em ciber-segurança notificaram o Facebook, que afirma estar já a agir no combate a arquivos maliciosos do Digmine e de outras ameaça. No entanto, é altamente recomendável que cada usuário esteja alerta aos arquivos que recebe pelo Messenger, e noutras redes de contacto. Antes de clicar, pense duas vezes.

Para evitar surpresas desagradáveis, recomendo aos utilizadores que tenham o navegador de internet na versão mais recente. Sempre que possível, instalem programas que bloqueiem scripts não autorizados de serem executados no seu computador pessoal. Outra boa prática é atualizar frequentemente o Antivirus.

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